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Porfia da cueca - parte 1

(...)

Ali conheci Dora: menina - mulher, doce e que me supera na animação e energia. Assim foi que ao longo dos dias atiçou a minha atenção. O nosso discurso foi-se alterando com o tempo. Dora deixou a subtilidade esvaecer e eu abandonei lentamente o "low profile". Comecei por olhar de relance o perfil de casal, até prestar bastante dedicação aos detalhes das provocações fotográficas, simples e directas. Dora, roliça, de seios abonados transformou, em poucos dias, os singelos "olás"  em completas assembleias burlescas.

Não me recordo quando Leo (Leonardo) - marido de Dora - surgiu nestas tertúlias. Sei que, de vez em quando, surgia no chat e em poucas letras eu dava conta da masculinidade presente. Leo é menos efusivo, mais bruto, típico menino-rebelde. Foi ele mesmo que sugeriu uma reunião mais intimista noutra plataforma de comunicação. O que alimentou a minha expectativa de menino tímido.Opinião errónea que só se desvaneceu no primeiro encontro frente a frente.

Assim foi o começo de uma esplêndida amizade. Em poucos dias éramos companhia assídua uma da outra - eu e Dora. Fomentávamos esta relação com muita pândega. Eramos as primeiras no carro da montanha russa. A determinada altura passamos a seis foliões: eu e o mais que tudo, Dora e Leo e Alex e Xana. Seleccionamos uma elite da gargalhada: desde conversas libidinosas a provocações mutuas. Em pouco tempo era necessário tornar real toda esta diversão e confirmar a tesão existente.

Depois de já muito se falar de um convívio, morangos, vinho ou champanhe, aproveitei um post cibernético e soltei a primeira audácia. Assim desejei confirmar a ânsia que já se tinha instalado. Dora e Leo cativaram-nos e seduziram-nos pela genuinidade, já Alex e Xana pela postura nobre e doce. No passar dos dias Alex revelou-se muito mais tímido do que Leo. Ambos estimulavam a minha libido mas Leo elevava a provocação. Também o encanto inicial por Dora estava completamente instituído.

Existem muitas definições para o conceito amizade e apesar de não estarem todas estabelecidas nesta altura, sem grande justificação já considerávamos Dora e Leo amigos. Paixão pelos seres, excelsa empatia sem segundas intenções. Que dure o tempo que for mas este é o nosso ideal de amizade a colorir! Apesar de nunca nos termos envolvido com ninguém num primeiro encontro, nem tal ter sido ponderado, a tesão era crescente e essa possibilidade começava a surgir na mente!

Foi Alex quem sugeriu algo mais que um café. Realmente com tanto picanço mútuo precisamos de mais do que o gole de um expresso. Surgiram as primeiras meras sugestões: jantar, local, clube e o desafio entre mim e Leo continua crescente. Se um diz "mata" o outro responde "esfola". Com Leo sinto-me a teenager rebelde, com Dora torno-me o reflexo da provocadora que ela é!

Não devemos ser os únicos nesta ânsia pelo calor e luxuria, pois começam os clubes, por esta altura, a promover festas com motivos muito criativos : orgias romanas, festa sem cueca, festa da lingerie. Estes festejos inflamam a porfia cibernética. A determinada altura ao meu arrojado convite recebo de volta uma proposta indecente, confirmando toda a cupidez que nos invadia. Assim fazia sentido que após um jantar, de mera cortesia, fossemos a um clube de swing. O local estava escolhido, em território neutro para ambos mas quase em casa de Alex e Xana. Algo que se viriam a arrepender pois não sendo swingers arriscaram a boa índole num restaurante de elevado nível.

Havia muita hesitação na marcação do encontro, talvez pelo êxtase dos intervenientes. Deixamos que Alex e Xana (os menos efusivos) decidissem a data e o jantar. Assim dedicamos as nossas atenções ao serão com muitas desculpas a dar pela noite dentro - pelo menos era assim que eu imaginava. Leo deveria ser como o proverbio "cão que ladra não morde" e com esta ideia sentia-me à vontade para elevar a porfia.

Escolhemos um clube modesto mas com uma sensual festividade: noite da mascara! Ideal para fomentar o êxtase. Aliar alguma sensualidade ao momento, no caso de ainda haver duvidas da inexistência da mesma. Como a cupidez é em demasia a capa e máscara não chega para Leo e lança a porfia :  Requisito da indumentária: sem cueca!

Leia versão completa em:

http://volupialunar.blogspot.pt/2017/03/porfia-da-cueca-parte-1.html

meigos_e_abusados 03.03.2017 0
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