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Quimera dissolvida em Mel I

 "Dois é bom, Três é".... muito melhor! - Assim fantasiava muitas vezes em momentos de repouso com a de libido nos píncaros. Sonhos altos, quentes, de tal forma desejados até ceder a procurar registos cinematográficos de conteúdo para adulto. Quando o raciocínio recuperava forças, lembrava que tudo não passaria de mera fantasia. A timidez não permitiria viver tal loucura.

Com a idade e amadurecimento de conceitos e convicções, a desinibição para assumir fantasias surgiu. Em plena tertúlia noctívaga, questionada numa conversa sobre fantasias, sem recear repercussões, confessei a minha quimera nascida e aprisionada desde a adolescência. Alex (amigo circunstancial, impetuoso e muito tolo) diz conhecer alguém com quem deveria conversar.

(...)

Ligeiramente mais nova mas com uma vivência de me fazer inveja. Pessoa de garra e energia imparável, conseguiu me cativar rapidamente a empatia. A audácia que a caracteriza seduz-me. Entretanto, amenizando toda a bravura, tem um olhar doce, encantador. Alta e voluptuosa de tez clara e cabelo rebelde, ondulado e cor mel, tal como o olhar, enquanto conversamos todos os detalhes eram minuciosamente observados. 

Não se passaram muitos dias para nos tornarmos amigas intimas. Partilhávamos muito do que vivíamos e do que desejávamos viver. Mel incentivava-me a soltar o que ainda insistia aprisionar, a comunicar cada vez mais e ser ousada. Derrubando a minha timidez, assim conseguiu com que, a determinada altura, lhe escrevesse uma dedicatória.

(...)

Ao som das primeiras chuvas de Outono, conversávamos abertamente no carro. Diogo, sentado no banco de trás, confessou a determinada altura, sermos as pessoas ideais para conhecer uma fantasia dele : Gostava de ver ao vivo, um beijo entre duas mulheres! - Todos sabíamos o motivo daquela confissão. Rimos em uníssono e os nossos olhares cruzaram-se. Mel e eu tivemos a percepção de ser este o momento ansiado. De olhares flamejantes e penetrantes, uma na outra, decidimos sem uma só palavra satisfazer o desejo de Diogo.

(...)

Este foi o marco. Transposta a intimidade, vivemos dias de autêntico namoro no feminino. Reconheci e assumi a minha bissexualidade e suspirava, agora com muito mais veemência, por realizar todas as minhas fantasias de outrora. Mel tornou-se no arquétipo de parceira, desejo-a como não imaginaria desejar uma mulher. Inebriar-me no seu perfume, deliciar-me com a suavidade da sua pele, sorver o seu mel e saborear cada momento de forma egômana.

Mel desafiava-me constantemente e provocava muitas vezes sem ter intenção, até reconhecer também o desejo de viver toda a minha quimera. A minha eloquência agora era autêntica tocha na libido de ambas e a determinada altura já estaríamos dedicadas a todos os detalhes da nossa arrojada aventura.

Ler versão completa em:

http://volupialunar.blogspot.pt/2017/09/quimera-dissolvida-em-mel-i.html

meigos_e_abusados 12.10.2017 0
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